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Quinta-Feira, 01 de Janeiro de 2015, 19h:44

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Dezembro fechou com 45 assassinatos

ADILSON ROSA

Queda de 15% nos homicídios em relação a novembro evitou que 2014 fechasse como o ano mais violento dos últimos 14 anos

Com 45 assassinatos, a Grande Cuiabá fechou o mês de dezembro com uma queda de 15% em relação a novembro que registrou 53 execuções, o mês mais violento do ano, porém, quando comparado a dezembro de 2013, houve um aumento de 50% já que foram registrados 30 assassinatos. Conforme números da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa da Capital, foram 26 assassinatos em Várzea Grande e 19 na Capital. Na Cidade Industrial, estão inclusos três latrocínios (roubo seguido de morte). O último homicídio ocorreu no bairro Carumbé onde um homem ainda não identificado foi assassinado com dois golpes de faca que atingiram o braço e o tórax. O crime ocorreu na quarta-feira, por volta das 18 horas. Testemunhas disseram que a vítima, que não é conhecida de moradores do bairro, chegou correndo e caiu na frente de uma residência. A queda significativa no último mês do ano evitou que 2014 fechasse como o ano mais violento dos últimos 14 anos na Grande Cuiabá, onde foram contabilizadas 471 execuções nas duas cidades. Um levantamento feito pela própria Delegacia aponta que mais de dois terços das vítimas de assassinatos viviam em “potencial situação de homicídio”. Em outras palavras, poderia ser executado a qualquer momento. Na lista, estão usuários de drogas que deram “banho” – compraram drogas e não pagaram ou de uma forma de outra, acabaram se desentendendo com traficantes, além de ex-presidiários que acabaram morrendo em acerto de contas fora das grades. “Temos muitos usuários de drogas que são executados exatamente por problemas com traficantes, mas nem sempre a droga é motivo. E também ex-presidiários que saíram, no máximo, há três meses de alguma penitenciária. Em alguns casos saíram no dia anterior. A lista se completa com crimes passionais – motivado por paixão – que na visão dos policiais é o mais difícil de evitar. As vítimas geralmente são mulheres mortas pelos maridos que não aceitam a separação.

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