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Quinta-Feira, 01 de Janeiro de 2015, 19h:44

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Uma execução a cada 22 horas

O governador Pedro Taques recebe a Grande Cuiabá com 1.579 assassinatos ocorridos nos últimos quatro anos, numa média de uma execução a cada 22 horas. Cerca de 40% ocorreu em Várzea Grande e o restante na Capital. Para se ter idéia da matança nas duas cidades, 2014 fechou há poucas horas com 471 assassinatos, o ano mais violento desde 2000. Desde então, nunca se teve um período com tantos assassinatos – onde estão somados homicídios, latrocínios (roubo seguido de morte) e lesão corporal seguida de morte. Foram quase dois assassinatos a cada três dias – nunca a Grande Cuiabá passou por uma situação semelhante. Com um índice de esclarecimentos de assassinatos na faixa de 80% dos inquéritos, a DHPP os policiais começam a demonstrar cansaço uma vez que não conseguem acompanhar o ritmo dos assassinatos. “Não paramos de trabalhar nos últimos anos. Mesmo com alto índice de esclarecimentos de homicídios, não paramos de trabalhar. Cada plantão, dificilmente passamos em branco. Chega no final do mês, o cartório está lotado de inquérito”, queixou-se um policial da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP). Os números passam a ser preocupantes uma vez que os investimentos na área de Segurança Pública foram, em média, de um bilhão por ano, nos últimos quatro anos. Mesmo assim, o que deveria diminuir, acabou aumentando. Para o cientista político Louremberg Alves, será impossível acabar com violência, pois ela faz parte da natureza humana. “Mas é possível diminuí-la a níveis baixos, muito baixos e aceitáveis”, destacou em entrevista em meses anteriores. Em seu entendimento, as três esferas do poder público têm sua parcela de culpa, mas é o prefeito que está mais próximo da população. Para isso, é necessário tomar a iniciativa junto ao Estado com projetos. “Não adianta ter muito dinheiro sem projetos chaves para atacar a insegurança”. Em sua análise, ele destaca a importância das áreas de lazer. Salientou que são raros os bairros com praças e associou a falta dessas áreas à violência. (AR)

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