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POLÍCIA
Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2018, 17h:59

ALTA FLORESTA

Bebês são trocados em maternidade

ALINE ALMEIDA
Da Reportagem
Parece uma produção cinematográfica, mas é o drama de duas mães que tiveram os filhos trocados na maternidade do Hospital Regional de Alta Floresta. O caso foi relatado por uma das mães, Francielli Monteiro Garcia, por meio das redes sociais. A jovem conta que percebeu que os bebês haviam sido trocados após encontrar com a outra mãe e o verdadeiro filho cinco meses depois. Conforme relato, as duas crianças nasceram na mesma maternidade no mesmo dia, 20 de maio de 2017. O filho de Francielli e da outra mãe, Erivânia Danfel nasceram com 20 minutos de diferença. Já quando chegou em casa a mãe afirma que notou que a pulseira da criança estava em nome de outra mãe. No entanto, ao ligar para o hospital foi negada a troca. Francielli relata que o primeiro encontro com o verdadeiro filho ocorreu cinco meses depois. “Deus me preparou depois de um tempo para que no dia 03/10/2017 eu tivesse o primeiro encontro com meu filho biológico, sem sabermos de nada, sem combinar nada tanto eu como a outra mãe, fomos colocadas frente a frente pelos propósitos e destino de Deus”. Francielli diz que quando viu o filho biológico, desconfiou que poderia haver a troca de bebês na maternidade. “Eu conheci o bebê e mãe durante um consulta do posto de saúde do bairro da minha mãe, quando ela me mostrou o bebê dela eu entrei em choque porque percebi que era a cara o meu marido. Naquele momento passou várias coisas na minha cabeça, mas eu não quis acreditar nessa possibilidade de trocas de bebês de maneira nenhuma”, relata. Durante conversa Erivânia disse a Francielli que também havia notado o nome trocado na pulseira da criança. Foi quando as duas começaram a investigar. Elas decidiram fazer um exame de DNA para tirar as dúvidas. “Enfim no começo de novembro chegou o resultado, que dizia com todas as letras comprovando o que eu menos esperava, que E ... não era meu filho biológico. Bom, entrei em desespero com a notícia, mas que mãe não ficaria numa situação dessas hem??? De estar criando há 6 meses com todo amor, carinho, certezas maravilhosamente acreditando com todas as forças que seu filho é seu e pronto acabou, e de repente não é ???, relatou em uma postagem no Facebook. Ao descobrirem a troca as famílias decidiram procurar Defensoria Pública. O caso “corre” em segredo de justiça e as famílias aguardam a liberação do DNA invertido para saber se realmente as crianças foram trocadas. Se confirmado será feito um pedido judicial para que as crianças sejam trocadas e movida uma ação contra o Estado e o hospital. Outro lado – Por meio de nota o Hospital Regional de Alta Floresta Albert Sabin afirmou que disponibiliza para suas pacientes parto cesariana e vaginal. Frisou ainda que todo recém-nascido (RN) é recepcionado pelo enfermeiro, e identificado conforme o Protocolo da instituição, com identificação da mãe e criança. O hospital afirma que em após o parto apresenta o RN à mãe e acompanhante, mostrando a pulseira identificada no RN com seu nome, encaminhando em seguida ao alojamento conjunto, se as condições clínicas da mãe e do RN permitirem. No alojamento conjunto, o bebê é colocado em berço de também identificado. O hospital afirma que naquela ocasião havia duas mães em trabalho de parto. O bebê de Franciele foi colocado em oxigenioterapia e ela levada ao centro cirúrgico por complicações. Erivânia entrou em trabalho de parto e o bebê foi levado à sala para os cuidados e, em seguida, entregue à mãe em alojamento conjunto. O hospital afirma ainda que a acompanhante disse a equipe de enfermagem que acompanhou todo o processo desde o parto até o outro dia. E que não consegue imaginar como isto foi acontecer, pois permaneceu acompanhando e cuidando do RN desde o seu nascimento. “O hospital até o momento não encontrou qualquer falha nos procedimentos adotados, pois as crianças saíram corretamente identificadas constando o nome da mãe, data, horário do nascimento e sexo, as mães estiveram alojadas no mesmo ambiente após o parto em conjunto com seus RN’s até a alta hospitalar”, confirma nota.

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