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Cuiabá MT, Terça-feira, 20 de Agosto de 2019
POLÍCIA
Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2019, 16h:57

MORTE DE BANCÁRIA

Dr. Bumbum vai responder processo em liberdade

A Justiça do Rio de Janeiro mandou soltar, na noite da última terça-feira (29), o médico Denis Cesar Barros Furtado, conhecido como doutor Bumbum, preso preventivamente desde julho de 2018 no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu (RJ), acusado da morte da bancária Lilian Calixto, de Cuiabá. Calixto morreu no mesmo mês, após a realização de um procedimento estético. O habeas corpus foi concedido por unanimidade, pelos desembargadores da 7ª Câmara Criminal anteontem. Na decisão, os magistrados resolveram substituir a prisão por medidas cautelares como proibição de deixar o Rio de Janeiro sem autorização da Justiça e de sair de casa à noite. O médico também deverá se apresentar periodicamente à Justiça e não poderá manter contato com outros investigados no caso. O doutor Bumbum responde a processo por homicídio doloso duplamente qualificado e associação criminosa. Também são réus no processo a mãe dele, Maria de Fátima Barros Furtado, que também é médica; a secretária Renata Fernandes e a técnica de enfermagem Rosilane Pereira da Silva. De acordo com o Ministério público, Lilian Calixto saiu de Cuiabá para fazer uma bioplastia nos glúteos na capital fluminense. O procedimento foi realizado no apartamento de Denis, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A bancária teve complicações e foi socorrida pelo próprio Denis para um hospital particular também na Barra. Ele a deixou na unidade e foi embora em seguida. Já Lilian Calixto chegou em estado extremamente grave, mas ainda com vida, ao hospital. Ela foi atendida, mas não respondeu às manobras de recuperação e morreu horas depois. Segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML), a bancária morreu de embolia pulmonar, quando o fluxo sanguíneo do pulmão é interrompido. Em depoimento à polícia, o médico admitiu que aplicou cerca de 300 ml de PMMA – um derivado do acrílico – na paciente. O produto tem uso permitido pela Anvisa, mas em pequenas quantidades.

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