POLÍCIA
Terça-feira, 24 de Julho de 2018, 16h:40

DÉJÀ VU

Gaeco faz nova operação na Assembleia

Ação faz parte de operação que emissão de notas frias para prestação de contas de verba indenizatória e verbas de suprimentos

KAMILA ARRUDA

Membros do Ministério Público, da Polícia Civil e Polícia Militar cumpriram diversos mandados de busca e apreensão na Casa de Leis, todos expedidos pelo Tribunal de Justiça, por intermédio de decisão do desembargador João Ferreira Filho. 

A medida visa subsidiar uma investigação sobre a emissão de notas frias para prestação de contas de verba indenizatória e verbas de suprimentos concedida aos deputados entre os anos de 2012 a 2015. 

A informação foi confirmada pelo presidente do Parlamento Estadual, deputado Eduardo Botelho (DEM). “Segundo a informação que eu tenho, existe um depoimento de uma pessoa dizendo que forneceu uma nota fria, e entregou para prestação de contas na Assembleia. São várias coisas ligadas ao ex-deputado Walter Rabelo, deputado Zeca, Wancley, Emanuel Pinheiro, Botelho, vários deputados. Tudo ligado a suprimento de fundos e verba indenizatória”, explicou. 

Conforme o democrata, antes de deflagrar a operação, o Ministério Público já havia notificado o Legislativo solicitando uma série de documentos. “Eles pediram, por meio solicitação, e nós informamos que essa nota não existe. Aí existe dúvidas de que nós não queremos entregar, então vieram buscar”, acrescentou. 

Botelho ainda afirmou que todos os setores da Assembleia foram colocados à disposição do Ministério Público, sendo desnecessário a expedição de mandados. 

“Pode vim que está liberado. Aqui não tem nada que tem que está sendo escondido. Uma nota fria, essa nota não existe aqui dentro, eles têm dúvidas, podem vir aqui ver. O interesse da Assembleia e o Ministério Público são os mesmos resguardar o patrimônio público”, declarou. 

O Gaeco esteve em vários departamentos administrativos da Casa recolhendo documentos. Entre eles, estão o Instituto Memória e o Setor Financeiro do legislativo. Segundo o Gaeco, são investigados na “Operação Déjá Vu” deputados estaduais, empresários e servidores do legislativo. 

Vale lembrar que, a verba de suprimentos já foi alvo de investigação por parte do Ministério Público Estadual através da Operação Metástase, deflagrada no ano de 2015. 

Na ocasião, o ex-deputado estadual José Riva chegou a ser preso acusado de chefiar uma organização criminosa que desviou mais de R$ 2,7 milhões dos cofres do Parlamento Estadual por meio de fraudes na utilização da verba de suprimento. 

Conforme a investigação, as fraudes se deram por meio de compras fictícias de marmitas e materiais gráficos com a utilização de verbas de suprimentos, entre os anos de 2011 a 2014. 

O benefício poderia chegar até R$ 4 mil. Ele era requisitado de forma documental à Mesa Diretora da Casa de Leis, e sua destinação tinha que ser justificada. A verba foi extinta pela atual Mesa Diretora da Casa de Leis. 

Por conta desta Operação, o benefício foi extinto no ano de 2015. Na oportunidade, a Mesa Diretora então comandada pelo deputado Guilherme Maluf (PSDB) ainda fixou a verba indenizatória em R$ 65 mil, tirando a obrigatoriedade de prestação de contas. 

Somente neste ano, esta é a terceira vez que a Assembleia Legislativa se torna alvo do Ministério Público. Apesar disso, e afirma que não há nenhum constrangimento. 

“Estamos vendo isso com muita naturalidade. Os interesses da Assembleia e do MPE são os mesmos: resguardar o patrimônio público. Podem vir aqui a qualquer momento. E não tem constrangimento, não. Constrangimento é para quem está escondendo alguma coisa. Não estamos escondendo nada. Eles estão fazendo o papel deles. Aqui é a casa do povo”, disse. 

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Eduardo  31-07-2018 17:45:45
asdasd

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