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Cuiabá MT, Segunda-feira, 17 de Junho de 2019
POLÍCIA
Sexta-feira, 07 de Junho de 2019, 02h:00

VIOLÊNCIA

Polícia prende três acusados de assassinato de estudante

A Polícia Civil prendeu, ontem (06) pela manhã, três suspeitos do assassinato de um estudante de odontologia, ocorrido em outubro de 2018, no bairro Tijucal, em Cuiabá. Também foram cumpridos quatro mandados de buscas e apreensão nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), sob a coordenação da delegada Jannira Laranjeira.

O crime ocorreu na noite do dia 06 de outubro de outubro do ano passado, quando Jhonattan Willian de Oliveira Carvalho, 22 anos, foi assassinado, por volta das 20h40, após cair em um golpe de estelionato praticado por um reeducando do Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC). Em cumprimento de mandado de prisão temporária (30 dias) foram presos João Eduardo Figueiredo Silva, 20 anos, Romário Gonçalves de Amorim Delgado, e Willian Jhony Delgado de Carvalho, que já está preso e teve o mandado de prisão cumprido dentro do CRC, por homicídio, mas as investigações apontam para latrocínio consumado. O crime deve ser confirmado até o final do inquérito policial.

Conforme informações da assessoria de imprensa da Polícia Civil, também foram realizadas buscas na unidade 1 do CRC, local onde encontra-se recolhido Willian Delgado, resultando na apreensão de celulares, carregadores, balança de precisão, porções de drogas, chips de celular, e outros produtos. As buscas foram realizadas com apoio do sistema penitenciário. “Segundo a apuração, a vítima comercializava produtos pelo site OLX e nas redes sociais Facebook e aplicativo WhatsApp, para complementar sua renda e conseguir pagar sua faculdade de odontologia, além de ajudar sua família. Foi neste contexto que o estudante foi assassinado”, informou a PC.

A equipe a da delegada Jannira Laranjeira apurou que um dia antes de ser morto, na data do dia 05 de outubro, Jhonattan Carvalho vendeu um relógio, no valor de R$ 1,2 mil, mas o pagamento foi simulado pelo suspeito negociador, por meio de transação bancária denominada TED. No dia seguinte, o suposto comprador marcou com a vítima, por meio de celular, para que ele fosse receber o dinheiro, em espécie. O ponto de encontrou foi no Bairro Tijucal, uma rua atrás do Centro de Referência e Assistência Social (Cras).

Durante a investigação, a Polícia Civil tomou conhecimento por populares que antes dos disparos, a vítima foi vista discutindo com a o suspeito e logo após entraram em vias de fato. Em seguida houve os disparos de arma de fogo, que culminou na morte do universitário. A compra do relógio havia sido negociada por Willian Delgado, que está preso, no CRC, de onde pratica vários estelionatos, principalmente, de produtos anunciados a venda na internet, utilizando a patente de um coronel da Polícia Militar para dar credibilidade, sob o nome de coronel Roni.

O reeducando, que tem condenação da justiça e responde pelos crimes de roubo, violência doméstica, estelionatos, entre outros, quando em contato com a vítima, informou que era o coronel PM Roni, e médico de plantão na cidade de Acorizal, razão pela qual não iria ao encontro da vítima para pegar o objeto adquirido. Em seu whatsapp, ainda segundo a assessoria, o reeducando usava fotografia do tenente-coronel PM, Ronnie Peterson Dias da Silva, que já havia denunciando o uso de seu nome em golpes em dois boletins de ocorrências.

O suspeito/negociador (Willian Delgado) também tinha informado que seu filho, de nome Rafael, que iria buscar o relógio. Todavia antes de efetuar a entrega do relógio enviou à vítima, via aplicativo whatsapp, um comprovante de TED, realizado em nome de Marcos Santos Oliveira.

A vítima acreditou ser verdadeiro e efetuou a entrega. Mas logo depois, a vítima percebeu que o dinheiro não havia caído em sua conta corrente e entra em contato novamente com o suspeito, que por volta das 19h29, passa o contato de Rafael (suposto filho), informado que ele iria levar o dinheiro a ele.

A Polícia Civil apurou ainda que número de celular pertence a João Eduardo Figueiredo Silva, 20 anos, que ao ser interrogado afirmou ser usuário do telefone, mas negou sua participação no crime. Ao comparecer para em local combinado para receber o dinheiro, a vítima foi roubada, conforme a apuração da DHPP, passando o crime inicialmente apurado como homicídio a ser latrocínio. “Outro conversa com o detento Willian, antes e depois do crime, e aponta localização nas imediações do fato criminoso. Acreditamos que teria dado apoio à ação delituosa”, disse a delegada. Essa pessoa, segunda a delegada, foi identificada como sendo Romário Gonçalves de Amorim Delgado, que é primo de Willian Jhony, que é contumaz em crime de estelionato praticado de dentro do presídio. 


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