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Cuiabá MT, Sexta-feira, 20 de Setembro de 2019
POLÍCIA
Quinta-feira, 06 de Junho de 2019, 02h:00

CRIME ORGANIZADO

Rival de Arcanjo é interrogado, mas fica em silêncio

A Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) e Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) realizaram, ontem (05), a oitiva do empresário Frederico Muller Coutinho, líder de FMC Ello, uma das organizações criminosas desarticuladas na operação Mantus, deflagrada pela Polícia Civil no dia 29 de maio passado. A ação policial também levou novamente para a cadeia o ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, que voltou a comandar a contravenção penal denominada “jogo do bicho”, em Mato Grosso.

A oitiva de Frederico Coutinho e mais dois acusados de integrar o grupo, Edson Nobuo Yabumoto e Eduardo Coutinho dos Santos foi realizada pela delegada Juliana Chiquito Palhares. Conforme o delegado Luiz Henrique Damasceno, titular da Defaz, o líder da FMC Ello usou seu direito de ficar em silêncio. “O líder da organização ficou em silêncio. Um dos membros (Edson Nobuo) ratificou aquilo que está no relatório, objetivando uma liberdade mais à frente. O outro e Frederico ficaram em silêncio, e disseram que irão falar só em juízo em razão da complexidade dos fatos”, disse.

Aos oficiais, Edson Nobuo confessou sua participação como “arrecadador” na região de Tangará da Serra (a 240 quilômetros de Cuiabá). Conforme as investigações, o grupo de Muller atuava como rival da empresa Colibri, supostamente coordenado por Arcanjo Ribeiro, e seu genro Giovanni Zem Rodrigues, também detido na operação. Juntas, as duas organizações criminosas movimentaram em um ano, apenas em contas bancárias, mais de R$ 20 milhões.

Nas décadas de 80 e 90, Arcanjo ficou conhecido como “Comendador”, desde então é acusado de liderar o crime organizado em Mato Grosso, sendo o maior “bicheiro” do Estado, além de estar envolvido com a sonegação de milhares de reais em impostos, entre outros crimes. No ano de 2002, Arcanjo foi alvo da operação da Polícia Federal, denominada “Arca de Noé”, em que teve o mandado de prisão preventiva expedido pelos crimes de contravenção penal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e homicídio.

A prisão do bicheiro foi cumprida em abril de 2003 no Uruguai. Arcanjo conseguiu a progressão de pena do regime fechado para o semiaberto em fevereiro de 2018, após 15 anos preso. Já o empresário Frederico Müller Coutinho é um dos delatores da operação “Sodoma”, que investigou fraudes que resultaram na prisão do ex-governador Silval Barbosa. “Müller trocava cheques no esquema e chegou a passar dinheiro para o então braço direito do ex-governador. Os cheques teriam sido emitidos como parte de um suposto acordo de pagamento de propina ao grupo político do ex-governador”, informou a PC. 


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