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POLÍCIA
Quinta-feira, 01 de Fevereiro de 2018, 18h:32

CHACINA DE COLNIZA

Testemunhas de chacina são ameaçadas

Após atentado, Ministério Público quer que testemunhas de chacina prestem depoimento em Cuiabá

RAYANE ALVES
Da Reportagem
O Ministério Público do Estado (MPE), pediu que duas testemunhas da chacina de Colniza, registrada em abril do ano passado com a morte de nove trabalhadores rurais, sejam ouvidas em Cuiabá. O pedido foi feito pelo órgão durante uma audiência de instrução e julgamento, porque as testemunhas alegaram que as vítimas estão sendo ameaçadas e uma delas chegou a ser alvejada por nove tiros quando esteve no município. As audiências estão sendo realizadas na Comarca de Colniza. Peritos, investigadores e policiais já foram ouvidos. Uma das testemunhas, por exemplo, contou que a última vez que foi ao município foi 'recebida com nove balas', e, por isso, precisou ficar escondida. Porém, adiantou que não registrou o boletim de ocorrência, porque quando prestou depoimento sobre o fato, recebeu da Justiça o direito de proteção. “Desse modo o Ministério Público requer que seja designada a oitiva das testemunhas para a Comarca de Cuiabá em tempo hábil para que a acusação possa avisá-los, uma vez que se encontram escondidos, mencionando apenas que entrarão em contato em breve, se comprometendo, a acusação, desde já em cientificá-los da data a ser designada para intimar a defesa para o ato”, aponta trecho do documento. Ainda conforme o pedido do MP, a prisão preventiva de Moisés Ferreira, Paulo Neves Nogueira, Pedro Ramos e Valdelir João de Souza, devem ser mantidas. A motivação dos crimes seria a extração de recursos naturais da área. A intenção do mandante do crime era assustar os moradores e expulsá-los das terras, para que ele pudesse, futuramente, ocupá-las. O MP denunciou cinco pessoas por participação na morte dos trabalhadores. A primeira audiência de instrução sobre o massacre ocorreu no dia 27 de novembro. O julgamento deve ocorrer este ano. CASO – A chacina de Colniza foi registrada no dia 19 de abril, de 2017, quando os três suspeitos a mando de um outro criminoso seguiram até a Gleba Taquaruçu do Norte, que está distante 200km da área urbana de Colniza e assassinaram Francisco Chaves da Silva, de 56 anos, Edson Alves Antunes, 32, Izaul Brito dos Santos, de 50 anos, Sebastião Ferreira de Souza, de 57 anos, Aldo Carlini, Fábio Rodrigues dos Santos, de 37 anos, e Valmir Rangel. Todos os autores foram reconhecidos pelas testemunhas, e, logo depois disso também começaram a receber ameaças.

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