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POLÍTICA
Sexta-feira, 12 de Abril de 2019, 10h:51

CASSAÇÃO

Ainda no cargo, Selma Arruda diz estar tranquila

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

A senadora Selma Rosane de Arruda (PSL) afirmou estar tranquila com a decisão proferida pelo Pleno do Tribunal Regional (TRE) na quarta-feira (10), a qual cassou o seu mandato por caixa 2 e abuso do poder econômico na eleição do ano passado.

“A tranquilidade que tenho é com a consciência dos meus atos, a retidão que tive em toda a minha vida e que não seria diferente na minha campanha e trajetória política”, enfatizou.

Diante disso, a congressista disse que irá recorrer da decisão. “Respeito a Justiça e, exatamente por esse motivo, vou recorrer às instâncias superiores, para provar a minha boa fé e garantir que os 678.542 votos que recebi da população mato-grossense sejam respeitados”, completou.

Apesar da cassação, a juíza aposentada permanece no cargo. Isto porque, conforme a legislação, a decisão do TRE de Mato Grosso tem que ser “confirmada” pelo Superior Tribunal Eleitoral (TSE) para que ela deixe a cadeira no Senado Federal.

O relator do processo no Tribunal do Estado, o desembargador Pedro Sakamoto votou no sentido de garantir que o terceiro colocado assuma a vaga até que seja realizada nova eleição.

Os demais membros do pleno, entretanto, não acompanharam o seu entendimento. Por isso, caso a senadora seja cassada, o cargo ficará vago.

A tendência, entretanto, é que o Partido Social Democrático (PSD), recorra da decisão para garantir a posse de Carlos Fávaro, terceiro colocado, na vaga se Selma até a realização de um novo pleito.

Selma foi cassada por unanimidade por firmar contrato e efetuar o pagamento a agência de publicidade Genius para trabalho de campanha antes do prazo permitido pela legislação, o que configurou como caixa 2 e abuso de poder econômico.

A medida é fruto de uma ação de investigação judicial eleitoral proposta pelo Ministério Público Estadual, em ação movida pelo órgão ministerial juntamente com os também candidatos na ocasião, Sebastião Gomes (Rede) e Carlos Fávaro (PSD).

 


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