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Cuiabá MT, Terça-feira, 18 de Junho de 2019
POLÍTICA
Quinta-feira, 06 de Junho de 2019, 02h:00

CÂMARA DE CUIABÁ

Base de sustentação do prefeito diminui na Câmara

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) parece estar perdendo espaço na Câmara de Cuiabá. Vereadores que faziam parte de sua base de sustentação endureceram o discurso contra o Executivo Municipal, e tem se unido ao bloco de oposição nas votações de projetos encaminhados pelo Palácio Alencastro.

Prova disso foi à votação ocorrida na última terça-feira (04) no Parlamento Municipal. Por maioria dos votos, os vereadores autorizaram o prefeito a contrair um empréstimo de até R$ 125 milhões junto a Caixa Econômica Federal para implantação da Avenida Contorno Leste.

No total, 17 parlamentares votaram a favor do financiamento. Outros cinco, entretanto, se posicionaram contra. Trata-se de Abílio Junior (PSC), Diego Guimarães (PP), Felipe Wellaton (PV), Wilson Kero Kero (PSL) e Lilo Pinheiro (PDT).

Destes, os dois últimos chama a atenção, tendo em vista que, até então, integravam a base governista no Legislativo. Ao justificar o seu voto, Kero Kero chegou a falar que falta gestão por parte do Pinheiro, tendo em vista que em dezembro do ano passado o Legislativo autorizou o Executivo contrair um empréstimo de 110 milhões de dólares junto à Corporação Andina de Fomento (CAF).

“Não sou contra a cidade, se não, não tinha aprovado três empréstimo nesta Casa. O primeiro foi de R$ 51 milhões para os viadutos, que está com problemas na licitação com concretude zero. Depois, mais R$ 21 milhões que está patinando com problema na licitação para asfalto nas bases da região sul. Ainda tem os 115 milhões de dólares, que até agora não andou”, pontuou.

No entendimento do vereador, o chefe do Executivo Municipal deveria revogar o empréstimo dolarizado antes de encaminhar este novo financiamento para o Parlamento Municipal.

“Acharam uma brecha dentro da possibilidade financeira do município e, eis que de novo, outro empréstimo de 125 milhões de reais. Agora, já foi aprovado esse projeto aqui na casa, já demos o cheque em branco, já acreditamos no Executivo. Agora, onde está o poder de gestão, de correr atrás, de ser humilde. São R$ 125 milhos que no decorrer dos oito anos vão se tornar R$ 197 milhões, e que o próximo prefeito vai ter que arcar, a sociedade vai ter que arcar”, disse.

Kero Kero afirma que a Prefeitura está pecando em não atuar no sentido de melhorar a arrecadação e fazer economias para ter recursos para realizar investimentos, não sendo necessário a contratação de empréstimos.

“Se não tem capacidade própria, não tem fonte 100, é porque não está fazendo o dever de casa. Cadê o poder de fogo de gerir, de enxugar, de mandar embora, de economizar, de buscar recursos, de ir atrás de melhorar a arrecadação do município? Enfim, então também seria um caminho buscar dinheiro de fonte 100”, concluiu.

O posicionamento de Lilo, por sua vez, já era esperado. Desde o início do ano, o paramentar tem sinalizado que está ‘pulando do barco’. Em abril passado, inclusive, o pedetista se posicionar a favor da CPI proposta pela oposição para investigar a responsabilidade de secretários e do prefeito, sobre o contrato do aluguel por R$ 9 mil mensais, do prédio que deveria ser ocupado pela Secretaria dos 300 Anos, mas nunca foi usado pela pasta, ou outro órgão da Prefeitura.

Outro que também se afastou do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) foi o vereador Vinicius Hungneu (PP). O progressista foi secretario de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico durante a gestão do emedebista por quase dois anos e, ao sair, deixou Gilberto Gonçalo Gomes frente da pasta.

Em abril, entretanto, Pinheiro exonerou o indicado do parlamentar após Vinicius ter votado a favor da Comissão Processante que poderia resultar no seu afastamento do cargo de prefeito, por conta do "aluguel fantasma" da secretaria dos 300 anos.

Apesar disso, o chefe do Executivo Municipal continua tendo o apoio da maioria dos parlamentares. No total, 17 vereadores ainda integram a base de sustentação do prefeito, cinco são oposição, e os três citados se definem como independentes. 


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