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POLÍTICA
Terça-feira, 04 de Junho de 2019, 09h:56

RETORNO

Botelho pede fim da greve na Educação

Presidente da Assembleia reassumiu ontem dizendo que a prioridade é intermediar a greve; AL não pagará RGA aos seus servidores

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

Licenciado há mais de 40 dias, o deputado estadual Eduardo Botelho (DEM) reassumiu a presidência da Assembleia Legislativa na manhã desta segunda-feira (03) e afirmou que a sua prioridade será solucionar o impasse envolvendo o Executivo Estadual e os servidores da educação, que estão em greve há duas semanas.

“A prioridade agora é voltar às aulas. Os alunos não podem ficar sem aula. Quando se paralisa isso, traz transtornos para todo mundo, para os alunos, funcionários, pais, família. Temos que trabalhar para voltar as aulas o mais rápido possível”, disse.

O democrata afirmou que pretende se reunir com o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) e com o governador Mauro Mendes (DEM) ainda esta semana para dar continuidade as tratativas que estavam sendo conduzidas pela deputada estadual Janaína Riva (MDB), que foi quem comandou o Parlamento Estadual durante a sua ausência.

“Nós vamos estar juntos, intermediando, participando das discussões junto com os funcionários, sindicatos e governo. A Assembleia vai fazer o seu papel que é intermediar, de ser palco das discussões, e nós vamos chamar essa responsabilidade. Não podemos nos furtar, num momento deste, de estar nessa discussão”, enfatizou.

Os professores estão em greve desde o último dia 27. Entre as reivindicações da categoria estão cumprimento da dobra salarial, que aprovada em 2013 durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa, a qual dá direito a 7,69% a mais anualmente na remuneração durante 10 anos. Além disso, os profissionais pedem o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA).

O Governo afirma que não tem condições de cumprir com tal legislação, tendo em vista a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Isto porque, o índice elevaria em R$ 200 milhões os gastos do Executivo com folha de pagamento somente neste ano.

Botelho reconhece a luta dos profissionais da educação, mas afirma que a categoria precisa entender a situação financeira vivenciada pelo Estado.

“É uma discussão importante. O sindicato, obviamente, tem que defender o direito dos professores. É direito deles e eles estão certos. Mas é o momento? Eles têm o direito, mas o Estado não tem condição de pagar. Então, temos que definir para deixar para quando o Estado sair da crise”, defendeu.

O presidente ainda reforçou que, por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal, o Legislativo também não irá pagar a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores da Casa de Leis.

Conforme o democrata, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) já o notificou sobre o fato de o Parlamento Estadual estar próximo do limite prudencial de gastos com folha.

“A Assembleia não vai dar este ano, porque estamos no limite e eu fui alertado pelo Tribunal de Contas do Estado antes de sair de licença. Já tínhamos recebido informação do TCE que estamos no limite de alerta e não podemos conceder aumento agora”, afirmou.

Sobre a gestão da deputada Janaína Riva, o parlamentar afirmou estar orgulhoso com o trabalho desempenhado pela emedebista à frente da Assembleia.

“Foi uma grande presidente, mostrou realmente estar em condições de ser o que ela quiser, pode ser presidente, pode ser prefeita, tem um futuro brilhante pela frente, e nós temos que preparar as pessoas para galgar novos postos. Janaína tem menos da metade da idade que eu tenho, e eu acho que tem que fazer esse trabalho, começar a preparar porque o futuro e pra eles. Fico feliz com os elogios que tenho recebido em relação a gestão da deputada Janaina”, finalizou.


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