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Cuiabá MT, Terça-feira, 13 de Novembro de 2018

POLÍTICA
Terça-feira, 06 de Novembro de 2018, 16h:35

EFEITO DELAÇÃO

Para Maluf, pedido de afastamento de Taques é “intempestivo”

O pedido foi feito pela deputada Janina Riva (MDB), com base na delação do empresário Alan Malouf

O deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) afirmou ser “muito precoce” a análise pela Assembleia Legislativa (AL) do pedido de afastamento do governador Pedro Taques (PSDB) de suas funções.   

O pedido foi feito pela deputada Janina Riva (MDB), com base na delação do empresário Alan Malouf, que apontou um esquema de caixa 2 na campanha que elegeu Taques ao Governo.

A Procuradoria da AL já emitiu um parecer favorável à votação do requerimento em plenário.

“Acho muito precoce colocar isso em votação. A delação em nosso País é uma instituição ainda jovem e ela ainda está sendo muito balizada pelos fatos que o delator coloca. Sabemos que isso tem que estar associado efetivamente a provas”, disse Maluf. 

“Então, a Justiça está fazendo a análise dessas provas. Seria muito intempestivo colocar em apreciação agora um pedido de afastamento sem olhar essas provas”, acrescentou o parlamentar. 

As declarações foram dadas na manhã desta terça-feira (6) durante entrevista à Rádio Capital FM. 

Na oportunidade, o tucano disse que restam pouco menos de dois meses para o término do mandato de Taques. 

Segundo Maluf, este período não é suficiente para que a AL analise um pedido desta natureza. 

“A AL pode fazer essa análise? Pode. Mas veja bem, estamos aí a dois meses do fim do mandato. O pedido pode ser avaliado pelos deputado, mas tem que ter o tempo adequado. É um rito que não pode ter urgência e nós temos que analisar provas”, disse. 

NÚCLO POLÍTICO - Também durante a entrevista, o deputado se defendeu das acusações feitas por Alan Malouf. 

Em sua delação, o empresário disse que o esquema de fraudes na Secretaria de Educação – que teria a finalidade de quitar as dívidas de campanha de Pedro Taques – não teria obtido êxito sem a participação de Guilherme Maluf. 

Ainda conforme o empresário, o deputado integraria o “núcleo político do esquema. 

“Ele faz uma série de imputações, mas de todo esse processo ele não apresentou uma prova contra mim. Não tem uma filmagem, uma gravação, um depósito em conta, nenhum documento, absolutamente nada. Só a palavra dele e de um cidadão que ele colocou como interlocutor [Giovani Guizardi]”, disse o deputado.

Maluf afirmou que à época em que o processo tramitava na Vara Contra o Crime Organizado da Capital, a então juíza Selma Arruda disse não haver provas contra o deputado. 

Ainda de acordo com Maluf, ele foi citado pelo empresário apenas como subterfúgio para que o processo fosse encaminhado a instâncias superiores. “A própria juíza Selma na apresentação de suas falas durante o percurso desse processo, alega que não tinha provas contra mim. O que o Alan faz quando envolve meu nome é tentar ganhar um foro acima. Ele estava passando por uma dificuldade na análise da 1ª instância, quando cita meu nome, tenta ganhar outro foro, retirar o processo e isso aconteceu”, disse. 

“De qualquer forma, o processo foi encaminhado ao TJ e estou prestando os depoimentos necessários. Ainda não foi recebida a denúncia e estou à disposição de qualquer esclarecimento. Mas volto a dizer, sem nenhuma prova e vamos mostrar e provar isso no andamento dos autos”, concluiu o deputado.



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