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Cuiabá MT, Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
POLÍTICA
Sábado, 06 de Julho de 2019, 01h:00

GREVE NA EDUCAÇÃO

Sem apoio popular, Botelho apela para grevistas voltarem às aulas

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), disse ontem que a greve da Educação não tem apoio popular. O parlamentar fez um apelo aos profissionais para que retornem às aulas e aguardem a situação do Estado melhorar para receberem os reajustes salariais.

Os professores estão em greve desde 27 de maio. Eles pedem que o Executivo cumpra a lei da dobra salarial, que foi aprovada em 2013, na gestão do ex-governador Silval Barbosa e que dá direito a 7,69% a mais anualmente na remuneração durante 10 anos.

Em entrevista à rádio Capital FM, nesta sexta-feira (5), Botelho disse que mais de 60% das escolas já encerraram a greve e que é preciso a conclusão do movimento para minimizar os efeitos negativos da paralisação.

“Eu chamei o pessoal do sindicato, disse para encontrarmos uma solução. Pedi para eles voltarem para as salas de aulas. A greve não tem apoio popular. Não tem apoio da maioria dos funcionários da rede de Educação. Hoje, mais de 60% das escolas já voltaram e vai criar um transtorno muito grande”, disse.

“Então, neste momento, seria inteligente que todos voltem para as salas de aula. Vocês acham que o governador não quer pagar todos os direitos? Ele quer pagar. Mas o que não pode continuar é o Estado fazendo contas que não tem como pagar. Não podemos criar uma bola de neve dentro do Estado. Tem que ter essa responsabilidade. O custo, quando se faz, tem que ter previsão de pagamento”, acrescentou.

Botelho pediu para que os professores não acreditem em “discurso político” que sugere a possibilidade de pagamento parcelado dos benefícios.

Atualmente, o Estado gasta 58,55% do orçamento com folha salarial. Entretanto, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) permite que 49% seja o limite do orçamento gasto com salário.

“É o apelo que faço. Eu fui professor por 18 anos. Não tem satisfação maior que ver alguém ter resultado e você ter participado. Então, a profissão de professor é uma das mais dignas. Peço aos professores que voltem. Evitem esse transtorno. Até para os professores que estão sem receber e vão receber holerite zerado. Como vão pagar suas contas? É desnecessário”, afirmou.

“Peço que tenham essa sensibilidade. Não sou contra o ganho. Eles têm direito e vão ter, mas quando tiver condição. Estamos melhorando o Estado e vai ter, sim, reajuste. Vamos pagar o melhor salário do Brasil aos professores. Isso não é demérito, é orgulho. Tem que ter melhor salário e melhor educação”, completou.

 


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