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POLÍTICA
Quinta-feira, 08 de Novembro de 2018, 10h:15

SUPOSTO CAIXA 2

Wilson Santos defende Pedro Taques e critica Alan Malouf

Empresário estaria revoltado por não ter fazer negócio com o Governo

KAMILA ARRUDA
Da Redação
kamila@diariodecuiaba.com.br
Divulgação
O deputado Wilson Santos, vice-líder de Taques: denúncia contra Alan Maouf

O deputado Wilson Santos (PSDB) defendeu o governo Pedro Taques das acusações feitas pelo empresário Allan Malouf em sua delação junto a Justiça. O deputado usou a tribuna da Assembleia, na noite de treça-feira (07), para elencar cinco negócios que Malouf e seus familiares tentaram fazer com a gestão de Pedro Taques e não conseguiram.

Alan Malouf, que já foi preso e condenado a mais de 11 anos de prisão, por participação em esquemas na Seduc (Secretaria de Estado de Educação, acusou Taques de prática de caixa 2, em delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal de Justiça, no ês de abril.

Os cinco negócios que a família Malouf tentou fazer com a gestão Taques, segundo Wilson Santos são: fornecimento de alimentação para presídios, por meio da empresa Novo Sabor; atendimento a secretarias com serviço de buffet por meio do Leila Malouf; contrato via agência de publicidade, através da Mercatto; e projeto Escola Legal com a empresa do primo Giovani Guizzardi, na Seduc.

“A verdade é uma só: o empresário Alan Malouf e sua família tentaram, desde o início, fazer negócios com o Governo. Não fez nenhum. Passados três anos e dez meses, não conseguiu realizar nenhum contrato com a gestão Pedro Taques. Daqui podemos tirar nossas conclusões...”, disse.

O primeiro negócio que Alan Malouf tentou com o governo, segundo Wilson Santos, foi o fornecimento de alimentação para os presídios de Mato Grosso. Sua empresa, Novo Sabor, não ganhou a licitação realizada em 2015, primeiro ano da administração Taqes.

"Todos sabem que a sua mãe (Leila Malouf) e a sua família possuem um buffet muito requisitado, mas além do buffet o grupo possuiu a empresa Novo Sabor, que trabalha com uma linha popular de alimentação e participou de uma licitação em 2015. Naquele momento, o governo ofertou mais de 50 lotes no pregão. A Novo Sabor concorreu em sete lotes e perdeu em todos. Não ganhou nenhum", afirmou.

O segundo negócio tentado pela família Malouf e também perdido foi o de prestação serviços de buffet nas mais diversas áreas do Governo, no final de 2016.

"Mesmo como concorrente único, o Buffet Leila Malouf foi reprovado, porque o Estado inabilitou a empresa por não ter atestado de capacidade técnica. E mesmo tendo sido concorrente único, não venceu a concorrência”, contou o deputado.

Também em 2016, a família Malouf tentou outro negócio com o governo. A empresa Mercatto, da irmã de Alan Malouf, Adel Malouf, participou da concorrência para a escolha de cinco agências de publicidade para atender o governo do Estado. Wilson Santos lembrou que 22 agências do Brasil participaram e a Mercatto ficou em nono lugar, portanto fora das cinco escolhidas.

“A Mercatto foi classificada em nono lugar. Eles fizeram um recurso administrativo, que foi devidamente analisado e reconhecido em alguns aspectos. E, com isso, foi reclassificada de nono para sétimo e continuou fora das cinco classificadas. Então, a empresa da irmã de Alan Malouf também não conseguiu fazer negócio com o Governo Pedro Taques”, afirmou.

“A quarta tentativa de negócio foi uma indenização de uma fazenda, localizada em Barra do Garças, de aproximadamente 9 mil hectares. A Justiça deu ganho de causa ao grupo Alan Malouf e estabeleceu uma indenização de R$ 43 milhões. E através do magistrado, doutor Roberto Seror, o valor foi acrescido em mais de R$ 100 milhões a títulos de juros e atualizações monetárias, chegando a quase R$ 150 milhões. Alan e sua família tentaram receber do Pedro Taques. Alan procurou e cobrou do governador para que fizesse as tratativas para pagar essa sua indenização. O governador, como de costume, encaminhou o assunto à Procuradoria Geral do Estado, que era dirigido pelo procurador Patrick Ayala. E a PGE simplesmente embargou o pagamento e, até hoje, ele não foi feito”, afirmou Wilson Santos.

O último negócio narrado pelo deputado, foi a tentativa de emplacar um projeto, Escola Legal, na Secretaria de Educação.

Ele se consorciou com o Giovani Guizardi, que é seu primo, para ganhar um contrato na Seduc. Ou seja, mais uma ação do grupo Alan Malouf para tentar fazer negócios com o Governo, no valor de R$ 22 milhões, mas o Condes não autorizou a licitação. A verdade é uma só: o empresário e sua familia tentaram, desde o início, fazer negócios com o Governo Pedro Taques. Não conseguiu realizar nenhum contrato. Nem ele, nem ninguém da família Malouf", finalizou Wilson Santos.

Wilson Santos disse que nos próximos dias vai rebater também as acusações de Alan Malouf de que Taques recebeu R$ 3 milhões, de forma ilegal, da Cervejaria Petrópolis e R$ 900 mil do empresário Willians Mischur, da empresa Consignum, para o ex-secretário Paulo Taques.

Segundo Santos, o dinheiro da Petrópolis foi doado legalmente e que o Ministério Público arquivou o caso dos R$ 900 mil, pois o empresário fez depoimento negando que tenha entregue dinheiro para Paulo Taques.

OUTRO LADO – Procurado pela reportagem o advogado Huendel Rolim, responsável pela defesa de Alan Malouf, informou que “só irá se pronunciar nos processos judiciais e em procedimentos investigatórios em andamento.


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