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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2018, 18h:24

ELEIÇÃO 2018

Blairo Maggi não participa da eleição

Com sua saída na disputa, Maggi também garantiu que não apoiará ninguém em Mato Grosso

PABLO RODRIGO
Da Reportagem
O ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) oficializou a sua decisão de não participar das eleições deste ano. O comunicado ocorreu em entrevista coletiva na manhã de ontem (26) na sede da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) em Cuiabá. A decisão do ministro interrompe um clico de 15 anos na política. “Eu já estava avaliando há muito tempo em não disputar mais as eleições. Estava sentindo muita dificuldade de continuar na política. Então decidir comunicar a todos da minha decisão. E decidi fazer isso agora porque o quadro político de Mato Grosso, embora eu não participe das discussões, meu nome acaba ficando ancorado nesse processo. Percebo que enquanto eu não tomar decisão, muitas coisas não se definem”, afirmou Blairo Maggi durante mais de uma hora de coletiva. Segundo o ministro, a vida pessoal também pesou na hora de decidir em não tentar a reeleição ao Senado Federal. “Você não tem agenda própria. Não consigo fazer o que eu quero. A decisão é puramente pessoal. É chegada a hora de voltar pra casa e viver a vida. A vida é muito rápida. Estou com 61. Se eleito ao Senado, terminaria o mandato com 71. E não sei se terei a felicidade de estar com saúde. Quero um pouco de tranquilidade e acho que posso fazer isso agora”, avaliou. Com sua saída na disputa, Maggi também garantiu que não apoiará ninguém em Mato Grosso. "Minha retirada da disputa significa também minha ausência da disputa", afirmou. "Não quero nem participar das discussões. Se eu quisesse fazer política, estaria dentro da política", garantiu Blairo. Sobre as acusações que vem sofrendo por conta da delação do ex-governador Silval Barbosa e das investigações da operação “Ararath”, o ministro disse que tudo será respondido juridicamente, mas negou que isso influenciou em sua decisão. "Se tivesse receio de perder o foro por ser investigado, disputaria as eleições, mas optei por não fazer isso. As acusações são na esfera jurídica e responderei na esfera jurídica", declarou. Sobre o seu futuro político, Blairo diz não fechar as portas. "Nunca mais só a morte", declarou. "Não estou fechando as portas a vida inteira pra política. Não sei o que pode vir e me animar de novo", disse. MINISTÉRIO – O ministro disse que comunicou ao presidente Michel Temer (MDB) da sua decisão de não disputar as eleições de outubro e deixou o cargo a disposição de Temer. Porém, o presidente pediu para que ele ficasse até dezembro. “Há um ano falei ao presidente que talvez não disputasse a eleição e ele disse que era muito bom que eu ficasse no Ministério. Essa semana, ao tomar a decisão, procurei o presidente para dizer efetivamente que não estarei no pleito. O cargo é dele. Ele obviamente pode fazer as substituições que forem necessárias. Ele me convidou para ficar, para continuar. Mas é bom deixar claro que deixei o presidente bem à vontade para tomar a decisão que entender que tem que tomar”, disse. Sobre continuar o ministério em um novo governo, Blairo Maggi disse que só aceitaria tal convite se o novo governo seguisse a agenda atual. “Se o novo governo tiver a mesma ideologia que o governo Temer, mais liberal e sem a intervenção do Estado eu até aceito. Caso contrário, não”. Blairo Maggi iniciou a carreira política em 1994, quando era filiado no PP e foi eleito suplente do ex-senador e já falecido Jonas Pinheiro (PFL). Em 2002 disputou o governo do Estado pelo PPS, quando foi eleito com 51% dos votos ainda no primeiro turno. Em 2006 foi reeleito também no 1º turno e já filiado ao Partido da República (PR). Renunciou ao cargo de governador em março de 2010 para disputar uma das vagas ao Senado Federal. Foi eleito Senador da República com mais de 1 milhão de votos, sendo o primeiro político a conseguir esse feito em Mato Grosso. Apoiou o projeto de reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Porém, decidiu deixar a base de sustentação ao governo e apoiou o impeachment da petista em 2016. Na mesa época, deixou o PR e se filiou ao Partido Progressista (PP) para compor o governo Michel Temer.

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