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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2018, 19h:06

ARAPONGAGEM

Cabo ingressa com HC na Justiça

O único preso ainda no “Escândalo dos Grampos”, o cabo da Policia Militar, Gerson Luiz Ferreira Correa Júnior, ingressou com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça para substituir a reclusão, onde se encontra preso desde o dia 23 de maio de 2017, por prisão domiciliar. A defesa de Gerson alega que o cliente é o único dos investigados no esquema de interceptações telefônicas preso. ”Ante ao exposto, à luz do ordenamento jurídico pátrio, requer o recebimento do presente writ, bem como a concessão de liminar para determinar a imediata substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar com monitoramento eletrônico até o julgamento em definitivo do presente remédio constitucional ou ulterior deliberação”, diz trecho do documento assinado pelos advogados Neyman Augusto Monteiro e Thiago de Abreu Ferreira. Em um dos trechos de sua justificativa, a defesa de Gerson cita o governador Pedro Taques como beneficiário do esquema de arapongagem. “O Governador do Estado de Mato Grosso, acusado de ser beneficiário das interceptações telefônicas, não possui nenhuma medida restritiva de direitos aplicada contra si.”, diz outro trecho do habeas corpus. “O Advogado Paulo Cezar Zamar Taques, primo do Governador do Estado de Mato Grosso e outrora Secretário da Casa Civil, acusado de ter fornecido as placas do sistema “wytron”, custeado as operações e determinado a interceptação telefônica da suposta amante, possui medidas cautelares abrandadas, não estando obrigado ao cumprimento de prisão domiciliar”, contesta os advogados ao falar do ex-chefe da Casa Civil e primo do governador. Cabo Gerson e o ex-comandante da PM Zaqueu Barbosa foram os primeiros presos após o escândalo vir à tona. Porém, Zaqueu conseguiu converter a sua reclusão para prisão domiciliar. Eles são acusados de serem os principais operadores do esquema de interceptações clandestinas que ocorreu no Estado. O desembargador Luiz Ferreira da Silva, da Terceira Câmara Criminal, que decidirá sobre o caso. (PR)

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