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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2018, 18h:27

ARAPONGAGEM

Cabo quer governador como sua testemunha

O governador Pedro Taques (PSDB) e o ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, foram arrolados como testemunhas do cabo da Policia Militar Gerson Luiz Correa Junior no processo que corre no Conselho Especial de Justiça formado por coronéis da Polícia Militar, na 11ª Vara Criminal de Cuiabá. O pedido foi encaminhado ao juízo nessa segunda-feira (26), e os advogados Neyman Monteiro e Thiago Abreu alegam que o militar foi desfavorecido na defesa, uma vez que pode arrolar somente três testemunhas. Enquanto o Ministério Público Estadual (MPE) convocou 13 testemunhas para acusar o policial. “[...] requer seja assegurada à defesa a paridade de armas e a isonomia de tratamento processual concedida ao órgão acusador para que seja observado o devido processo legal, facultando seja arrolado o mesmo número de testemunhas apresentado pelo órgão ministerial”, diz trecho do requerimento. Caso o juiz não autorize a oitiva das 12 pessoas citadas, a defesa requer que sejam chamadas três testemunhas para cada crime do qual o cabo é acusado. “Nesse diapasão, requer seja assegurado à defesa arrolar 03 testemunhas para a acusação de falsificação de documento e outras 03 testemunhas para a acusação de falsidade ideológica totalizando 06 testemunhas e outras 06 testemunhas referidas e/ou informantes”, consta no pedido. Além do governador e do seu primo, também foram arrolados como testemunhas o promotor de Justiça Arnaldo Justino da Silva, o delegado de Polícia Flávio Stringueta, o coronel PM Antônio Ribeiro Leite, o major PM Lucélio Ferreira Martins Faria França, os promotores Marco Aurélio de Castro (ex-chefe do Gaeco) e Marcos Bulhões dos Santos – atual chefe do Gaeco, as delegadas Ana Cristina Feldner e Alana Derlene Cardoso, e, os ex-secretários de Segurança Pública, delegado Rogers Elizando Jarbas e Fabio Galindo Silvestre O cabo Gerson foi preso no dia 23 de maio do ano passado. Ele é acusado de ser um dos principais operadores do esquema de interceptações clandestinas que ocorreu no Estado. Escândalo dos Grampos - O caso veio à tona no dia 11 de maio deste ano, quando o ex-secretário-chefe da Casa Civil Paulo Taques deixou o governo. A denúncia foi feita à Procuradoria-Geral da República pelo promotor Mauro Zaque em janeiro deste ano, um ano e um mês após ter pedido demissão do cargo de secretário da Segurança Pública. De acordo com as investigações, uma central de interceptações telefônicas foi criada pelo alto comando da PM de Mato Grosso. (PR)

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