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Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2018, 19h:17

DELAÇÃO DA ODEBRECHT

Fachin autoriza prorrogação de investigação contra Maggi

PABLO RODRIGO
Da Reportagem
O ministro do Supremo Tribunal de Federal (STF), Edson Fachin, acatou o pedido de Polícia Federal e decidiu prorrogar as investigações contra o ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP), que é acusado de ter cobrado R$ 12 milhões da Construtora Norberto Odebrecht para a sua campanha de reeleição ao governo de Mato Grosso em 2006. A decisão é do último dia 09 de fevereiro. O caso veio à tona com as delações dos ex-diretores da Odebrecht João Antônio Pacífico e Pedro Augusto Carneiro Leão Neto, que cita Blairo e o ex-governador de Mato Grosso do Sul Zeca do PT. De acordo com os delatores, o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot (PTB) e o ex-secretário de Estado Eder Moraes, teriam intermediado as negociações. Ambos negam as acusações. Em sua delação, João Antônio Pacífico diz que a “Construtora Norberto Odebrecht detinha créditos frente ao Estado de Mato Grosso; referiam-se à obra da Rodovia MT-010, no trecho entre as cidades de Diamantino - cruzamento da BR-364 - e São José do Rio Claro - cruzamento com a MT-235 - "Crédito MT", e cujo pagamento permanecia pendente, embora tivesse sido reconhecido administrativamente pelo Estado por meio das Certidões de Crédito”, diz trecho do documento. Já o delator Pedro Augusto Carneiro Leão Neto explica que “O Estado do MT reconheceu, através de sua Procuradoria, este crédito e até 2003/2004 não havia condições de fazerem os pagamentos”. “Até então isso era tratado como interesse legítimo dos Estados em pagar o que eles nos deviam e eu tinha interesse em receber aquilo que me deviam. Nessa época, era o ZECA DO PT o Governador do MS, e o Blairo Maggi já tinha assumido como Governador do MT. Nesse caso do MS, o Zeca puxou muito, era ele que participava, foi ele que efetivamente, no Estado do MS, desenvolveu o assunto e no MT eu não tinha contato com o Blairo Maggi diretamente, as reuniões que eu tinha eram com o Zeca no MS. Mas o Blairo Maggi colocou o Secretário de Infraestrutura dele, Luiz Antônio Pagot, para representar o MT", diz outro trecho da delação. O documento da PGR ainda explica que o assunto foi levado ao governo federal, por conta dos custos assumidos por eles com as aposentadorias dos servidores públicos estaduais pagas desde a divisão dos dois Estados. Diante disso, foi instaurada uma Comissão Especial para apurar e quantificar os recebíveis de cada Estado. O delator também confirma que houve um compromisso com os dois governadores para que parte dos créditos fosse devolvido aos governadores. "havia compromisso, feito diretamente comigo. No Estado do MS, pelo Governador e membros da Comissão, e pelo Estado de MT pelo Governador Blairo Maggi. Não tinha nada amarrado em valores, mas foi imposta uma condição de pagamento a eles, vinculados aos repasses da União”, diz Pedro Augusto Carneiro Leão Neto em sua delação. Na época, PP disse lamentar o seu nome envolvido nas delações da Odebrecht sem ao mesmo conhecer o teor das denúncias. “Causa grande constrangimento ter minha honra e dignidade maculadas, numa situação na qual não sei sequer do que sou acusado”, disse em nota. Maggi também afirma que nunca recebeu doação da Odebrecht durante as campanhas eleitorais e nunca teve relação com a empresa e seus diretores. “Tenho minha consciência tranquila de que nada fiz de errado”, afirmou. (PR)

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