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Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018, 19h:13

Multa milionária evitou Pedro Taques rescindir contrato

PABLO RODRIGO
Da Reportagem
O governador Pedro Taques (PSDB) evitou comentar a “Operação Bereré”, deflagrada pelo Naco - Núcleo de Ações de Competência Originária, do Ministério Público Estadual (MPE), que investiga um esquema de corrupção no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) iniciada ainda em 2009. Entre os alvos está um dos seus principais aliados políticos; O presidente da Assembleia Legislativa (AL), deputado Eduardo Botelho (PSDB). “Ele é meu amigo e meu aliado. Não tenho vergonha disso. Temos que dar a ele o direito da ampla defesa. Não vou julgar Botelho por essa busca e apreensão. Se fosse assim não viveríamos em uma democracia. Eu vou ligar para ele e perguntar o que ocorreu”, disse o governador ontem (20) durante a inauguração da autarquia em Cuiabá. Botelho é investigado em esquema, após a delação do ex-presidente do Detran, Teodoro Moreira Lopes, o "Doia". O irmão do ex-governador Silval Barbosa (sem partido), Antônio Barbosa, também citou Botelho na delação premiada firmada junto ao Ministério Público Federal (MPF), no ano passado. A casa do parlamentar e o gabinete na ALMT foram alvos de busca e apreensão durante a operação. Taques também afirmou que o contrato com a empresa EIG, que estaria no esquema de desvio, vigora desde 2009 e que queria cancelar a relação da investigada com o Estado. Taques ressalta que foram encaminhados documentos ao MPE para amparar a rescisão, mas que precisa de decisão judicial para tanto, uma vez que a multa por quebra de contrato era de mais de R$ 100 milhões. “Eu assumi o governo em 2015, quando iniciamos as tratativas para rescindir o contrato. Temos inclusive ofícios encaminhados ao Ministério Público, junto com as respostas do MPE, dizendo que precisa de decisão judicial, uma vez que a multa estabelecida no contrato, em 2009, era de mais de R$ 100 milhões. Na nossa administração, o lacre caiu de R$ 20 para R$ 2. Temos documentos de que pedíamos esta rescisão”, afirmou. As investigações tiveram início na Defaz, sendo que as medidas cautelares foram requeridas pelo Naco Criminal (Núcleo de Ações de Competência Originária) do Ministério Público Estadual e estão sendo cumpridas em Cuiabá, Sorriso e Brasília-DF, pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) e Polícia Judiciária Civil, com apoio da Polícia Militar. A operação, no âmbito do Ministério Público, estaria nas mãos do coordenador do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), o promotor de Justiça Antônio Sérgio Cordeiro Piedade. O magistrado que assina a ordem é o desembargador José Zuquim Nogueira.

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