Imagem

Sábado, 03 de Janeiro de 2015, 14h:48

Tamanho do texto A - A+

ONG Moral protocola pedido a Taques para barrar Prado

KAMILA ARRUDA

A fim de evitar a permanência do promotor Paulo Prado à frente da chefia do Ministério Público Estadual (MPE), o Movimento de Combate à Corrupção (ONG Moral) encaminhou uma representação ao governador Pedro Taques (PDT). A intenção da entidade é sensibilizar o pedetista no sentido de garantir a eficiência no combate à corrupção.

 

Neste contexto, a ONG pede que, na hora da escolha, Taques leve em consideração o fato de o órgão ter sido alvo de uma operação policial no ano passado, onde Prado e mais um promotor se tornaram suspeitos de envolvimento em um esquema criminoso de lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro do Estado.

 

A entidade lembra que, na oportunidade, chegou a solicitar o afastamento imediato do procurador-geral de suas funções. O pedido, entretanto, foi negado pelo Conselho Superior do Ministério Público por ausência de provas.

 

“Aquele colegiado negou o pedido entendendo que não havia provas de que o chefe do MPE estaria entre os investigados da operação Ararath, sendo que a ONG não tem como provar que o mesmo é investigado, uma vez que o processo referente ao tema tramita em segredo de Justiça”, pontuou a entidade na representação.

 

Diante disso, a ONG Moral também apresenta outros argumentos para convencer o governador a não nomear novamente Prado como procurador-geral de Justiça. Para a entidade, o MPE se tornou ineficiente durante a chefia de Prado.

 

“Desnecessário dizer da importância da atuação do MPE no combate aos atos de improbidade administrativa e malversação da receita e despesa pública. No entanto, muitas vezes verifica-se que o Ministério Público de Mato Grosso não está atuando porque não está obtendo a necessária autorização ou delação do procurador-geral de Justiça”, acusa a entidade em sua representação.

 

A ONG Moral acusa o órgão de ter ficado omisso, a mando de Prado, perante alguns acontecimentos ocorridos no decorrer do ano passado. “Não se pode negar que inúmeras fraudes e escândalos estaduais ocorridos ao longo dos últimos anos não tiveram tratamento adequado para garantir a responsabilidade criminal/civil dos seus agentes”, pontua.

 

O documento foi protocolado por meio da Casa Civil logo após o recebimento da lista tríplice. Na eleição realizada em 10 de dezembro de 2014, o atual procurador-geral, candidato à reeleição, ficou em primeiro lugar na lista tríplice, com 147 votos entre os 213 votantes.

 

Em seguida, ficou o promotor de justiça Vinícius Gahyva e o procurador de justiça Edmilson da Costa Pereira com 68 e 66 votos, respectivamente. O chefe do Poder Executivo, por força do dispositivo legal, terá 15 dias para nomear o próximo procurador-geral de justiça que irá comandar a instituição no próximo biênio 2015/2017.

 

A posse está prevista para a primeira quinzena de março. Constitucionalmente, é prerrogativa do governador do Estado a escolha de um dos três nomes mais votados pelos membros do Ministério Público.

Ultimas Notícias

Enquetes

O que você acha sobre os ataques terroristas na França?
Horrível
Assustador
Nada
Legal

Mais Lidas

Mais Comentadas