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Segunda-feira, 10 de Julho de 2017, 20h:16

TERMELÉTRICA DE CUIABÁ

PGR investiga crimes envolvendo térmica

PGR vai investigar a suspeita de crimes envolvendo o grupo J&F, ao qual pertence a usina, a Petrobras e o Cade

RAFAEL COSTA
Da Reportagem
A Procuradoria Geral da República (PGR) vai investigar a suspeita de crimes envolvendo a relação da usina termelelétrica Pantanal Energia, sediada em Cuiabá, com a Petrobrás e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em ações que favoreceriam o grupo J&F ao qual pertence a JBS Friboi. Ambas as empresas discutiam como fornecer gás natural pela Petrobrás à Termelétrica de Mato Grosso que protocolou diversas reclamações por vendas discriminatórias. O alvo das suspeitas de irregularidades são funcionários do Cade que cometeriam tráfico de influência. “Confirmada à intervenção ilícita dos denunciados junto ao Cade, a favor dos interesses empresariais do grupo J&F, conforme aclarado na peça acusatória, faz-se necessário o prosseguimento das investigações em relação aos servidores públicos que trabalham no Cade, a fim de que seja esclarecido, efetivamente, se houve alguma conduta criminosa por parte deles”, diz um dos trechos da denúncia. De acordo com Janot, é preciso verificar se "eventual ilícito foi praticado por funcionários da Petrobras, em razão do contrato firmado entre a estatal e a EPE". A investigação é conduzida em razão de mais um dos desdobramentos da Lava-Jato da Polícia Federal, que já atingiu mais de 30 fases ao revelar esquemas bilionários de corrupção envolvendo a Petrobrás a partir da gestão presidencial do PT com Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Na denúncia criminal, Janot ainda descreve as relações do presidente da República Michel Temer (PMDB) com o seu ex-assessor especial e suplente de deputado federal Rodrigo Rocha Loures, apontado como homem de confiança que agia para atrair empresários ao Palácio do Planalto. Temer teria indicado Rocha Loures ao ex-presidente do Conselho Administrativo da J&F, Joesley Batista que, por sua vez, teria mandado o executivo do grupo, Ricardo Saud, tratar com o homem indicado pelo presidente. A J&F é uma holding – empresa da família Batista que detém a maior parte de ações de outras empresas como a JBS, e a Âmbar, que opera a EPE. Após iniciar a operação na EPE, o grupo J&F ingressou em 2015 com uma representação no Cade contra a Petrobrás, que até então era a responsável por fornecer o gás natural da Usina Termelétrica de Mato Grosso. De acordo com a empresa mato-grossense, a estatal do petróleo brasileira praticava o monopólio no fornecimento do combustível, além de efetuar “vendas discriminatórias”. Preocupado com a questão, Joesley Batista, que havia sido “aconselhado” por Temer a procurar Rocha Loures, disse ao executivo da J&F, Ricardo Saud, que tratasse com o ex-deputado federal. Em depoimento, o Conselheiro do Cade, Gilvandro Vasconcelos Coelho de Araújo, confirmou que foi questionado por Loures sobre o procedimento que corria no Cade em que a EPE acusava a Petrobrás de monopólio. Porém, segundo ele, “o processo transcorreu dentro dos limites normais” e não sofreu “qualquer influência de Loures”. Rodrigo Janot, entretanto, teve entendimento diferente ao ter acesso a uma interceptação telefônica entre Rodrigo da Rocha Loures e Ricardo Saud, onde ambos discutiam esse assunto, conforme transcrição do diálogo abaixo. “Percebe-se que Rodrigo da Rocha Loures, nesta ocasião, já dispunha de informações mais elaboradas acerca do tema e, conforme indicam os seus próprios termos, as teria obtido da pessoa a quem havia ligado, ou seja, de Gilvandro de Araújo”.

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