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Sábado, 03 de Janeiro de 2015, 14h:47

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Segundo inquérito continua aberto

ALLINE MARQUES

Dois anos após a deflagração da operação Vespeiro, o segundo inquérito referente ao desvio de recursos da Conta Única do Estado de Mato Grosso ainda está aberto na Delegacia Fazendária e, apesar da expectativa de que alguma ação pudesse ter ocorrido ainda em 2014, a dificuldade na análise das quebra de sigilos bancários e fiscal acabou estendendo ainda mais a investigação, sem prazo para ser concluída. O delegado titular da Defaz, Carlos Cunha, explicou o motivo da demora na conclusão do inquérito, que hoje tem outra delegada responsável, que é Alexandra Fachone. Ele relata a dificuldade para compilação dos dados bancários e fiscais. Além da demora na entrega dos extratos, ainda há problema para a leitura dos arquivos, que quando são entregues pelas agências bancárias não estão adequados ao programa utilizado pela Delegacia Fazendária. Este segundo inquérito referente ao desvio da Conta Única trata-se de pagamentos feitos de forma ilícita a pessoa jurídica e devido à grande movimentação bancária das empresas leva-se tempo também para analisar todos os dados. Cunha explica ainda que quando se consegue rastrear o dinheiro, muitas vezes este recurso já foi gasto, o que dificulta ainda mais a investigação. O delegado diz que foi justamente por esta dificuldade que os inquéritos da Conta Única foram separados para assim garantir uma investigação mais detalhada sobre o esquema que desvio de mais de R$ 100 milhões do erário. A primeira investigação resultou no indiciamento de 30 pessoas, porém o Ministério Público Estadual este ano concluiu o caso e ofereceu denúncia contra 15 e pediu a devolução de R$ 16,5 milhões. Este primeiro inquérito é referente ao pagamento às pessoas físicas, que seriam usadas como laranjas para emprestar suas contas aos membros da quadrilha. Alguns sequer sabiam do uso indevido da conta, outros receberam vantagens para ajudar os líderes da quadrilha. A servidora Magda Mara Curvo Muniz foi acusada de ser a líder do esquema e já foi demitida do serviço público. Ela atuava junto com a secretária-adjunta do Tesouro, Avaneth Almeida das Neves, e seria a substituta de Albina Maria Auxiliadora Gomes no setor, tanto que empregou o filho dela, Edson Rodrigo Ferreira Gomes. O esquema era dividido em grupo e todos os todos os funcionários do setor eram corresponsáveis pelo desvio, pois sabiam do esquema e se omitiram, além de ter também de ser beneficiados, como o caso de Glaucyo Fabian de Oliveira Nascimento Ota, que era terceirizado no setor. A denúncia do MP atinge inclusive o ex-secretário de Fazenda, Edmilson José dos Santos. Outros servidores envolvidos são Mauro Nakamura Filho e Paulo Alexandre França. Ainda respondem pelo desvio, Silvan Curvo e Edilza Maria de Freitas Curvo, irmão e cunhada da Magda, Renato Alexandre Ferreira Gomes e Vicente Ferreira Gomes, filho e marido de Albina, além de Rosália Catarina da Silva Gattas e Thais Gonçalves Mariano, ligadas a Vicente, e Antônio Ricardino Martins Cunha. Os pagamentos a pessoas jurídicas somam mais de R$ 100 milhões e teriam sido feitas para empresas e também entidades sindicais, conforme depoimentos dos envolvidos na época da deflagração da operação Vespeiro. Magda sempre negou, mas os demais acusados teriam confirmado o esquema e até admitido receber vantagens como o caso de Edson, que na época disse que ficava com 20%, e o irmão da ex-servidora.

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