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Sábado, 03 de Janeiro de 2015, 14h:48

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Taques deve ter relação amena com AL

ALLINE MARQUES

Mesmo tendo ‘minoria’ na Casa de Leis, composição da nova mesa diretora deverá trazer tranquilidade na relação entre os dois Poderes

O governador Pedro Taques (PDT), apesar de ter a base de sustentação menor do que a chamada “oposição” na Assembleia Legislativa, não deverá ter dificuldade para garantir a tão falada “governabilidade”, já que dependerá da aprovação dos parlamentares para muitas das mudanças que pretende implantar no Estado. Ele já iniciou os trabalhos do Executivo com medidas polêmicas, porém os deputados estaduais devem “dar um voto de confiança” ao chefe do Executivo. Apesar de serem Poderes independentes, não é novidade a Assembleia acabar atendendo a todas as vontades do Poder Executivo e esta prática ficou ainda mais evidente desde o segundo mandato do governo Blairo Maggi (PR), que tinha apenas vozes isoladas na oposição e não enfrentou dificuldade para aprovar seus projetos dentro do Legislativo estadual. Vale ressaltar que um dos papéis do Legislativo é o de fiscalizar, porém nem isso tem sido feito com tanta vontade, já que apesar da criação de uma Comissão Especial para Acompanhamento das Obras de Mobilidade Urbana para a Copa do Mundo, nenhuma providência foi tomada pelo Parlamento diante das inúmeras irregularidades e atrasos. Mesmo parlamentares do grupo de oposição já afirmam que darão apoio ao novo governador, mantendo o discurso de que o objetivo é aprovar medidas que melhorem a vida do povo. Foram eleitos 11 deputados aliados do pedetista e 13 da oposição, no entanto parlamentares do PR como Mauro Savi e Emanuel Pinheiro já adiantaram que não devem criar problema para o chefe do Executivo. Mesmo com o presidente estadual da sigla, senador diplomado Wellington Fagundes (PR), afirmando que será oposição ao novo governo. Pinheiro já rasgou elogios a Pedro Taques na tribuna e tem se aproximado do governador para garantir o apoio dele na disputa pela mesa diretora. O mesmo ocorre com Savi, que também está na disputa pelo comando da Assembleia. O primeiro-secretário da Casa diz que respeita o pedetista e aposta na harmonia dos Poderes, apesar de sua independência. “Vamos ajudar o governo com o discurso de mudança. O povo deu a resposta e o que for para ajudar Mato Grosso a oposição vai votar, aprovar e trabalhar”, afirmou Savi. Outro parlamentar ligado à oposição é Romoaldo Junior (PMDB), mas que já adiantou que não possui nenhuma decisão do partido para fazer objeção aos projetos de Taques. “No momento a decisão do PMDB não é fazer oposição, temos de ajudar a construir. Ele vai precisar de respaldo para governabilidade e tem um desafio grande pela frente. O último governo teve a missão de realizar a Copa e ficou muito focado nisso e outras áreas sentiram a falta de recursos que foram investidos na Copa: faltou na saúde, na estrada, segurança... Este desafio precisa do compromisso de todos. A nossa posição é de independência”. Já o aliado Guilherme Maluf (PSDB) ressaltou que o governador acenou para a abertura do diálogo direto com ele, pois é um sinal de respeito com os parlamentares. Ele destaca que os deputados sabem que nem todas as demandas são atendidas, mas esta abertura de portas facilita a comunicação entre os poderes. Até mesmo o PSD, que poderia ser um problema para Taques, já que tem como liderança maior o deputado José Riva, deverá atuar de forma neutra na Assembleia, conforme o próprio parlamentar ressaltou durante discurso de posse no dia 1º de janeiro. Ele garantiu que a legenda não fará “oposição destrutiva” e a bancada está disposta a ajudar nas melhorias para o Estado. Agora Taques precisa do apoio da Assembleia para extinguir até dois mil cargos comissionados, além de já ter suspendido os reajustes salariais aprovados pela Casa nos últimos 180 dias, além de trancar os concursos e as contratações, medidas que devem repercutir no Legislativo, mas pelo jeito os parlamentares estão dispostos a acatar as vontades do Executivo, ao menos neste primeiro momento.

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