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Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2018, 18h:57

OPERAÇÃO SANGUESSUGA

Wellington vira réu no STF

O senador Wellington Fagundes (PR), um dos pré-candidatos ao governo do Estado, se tornou réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na ação penal oriunda operação “Sanguessugas”, que desarticulou um esquema em 2006, que desviava dinheiro público por meio de fraudes em licitações para compra de ambulâncias superfaturadas. A decisão que torna o senador mato-grossense réu foi acatada por unanimidade pelos ministros da 1ª turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A ministra Rosa Weber, relatora da ação, acatou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), de que a a organização criminosa direcionava emendas parlamentares a municípios ou entidades de interesse público e, em seguida, ocupava-se da execução orçamentária e elaboração de projetos para formalização dos convênios. Depois de manipular os processos licitatórios, ao final do esquema, os envolvidos repartiam os recursos entre os agentes públicos, lobistas e empresários. O voto de Weber foi seguido pelos ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Marco Aurélio Mello. O MPF alega que Fagundes participou do esquema de desvio de recursos da área de saúde entre os anos de 2001 e 2006, quando era deputado federal e destinou emendas parlamentares para a compra de ambulâncias superfaturadas da empresa Planam por municípios mato-grossenses. O caso veio à tona em maio de 2006 quando a Policia Federal cumpriu 46 mandados de prisão contra políticos e empresários acusados de desvio de verbas do Orçamento da União na compra de ambulâncias superfaturadas por prefeituras. A fraude ultrapassou os R$ 100 milhões. Entre os políticos mato-grossenses envolvidos estavam vários prefeitos, os ex-deputados federais Celcita Pinheiro, Lino Rossi e Pedro Henry, além da ex-senadora Serys Marly. Uma foi CPI foi aberta na época para apurar o caso e encontrou indícios contra 69 deputados e três senadores. Dois dos deputados acusados renunciaram. Os três senadores foram absolvidos pelo Conselho de Ética. Ao todo foram instaurados cerca de 483 processos criminais que originou cerca de 2 mil pessoas denunciadas, entre prefeitos, servidores públicos federais e municipais, parlamentares federais e empresários, número infinitamente superior a denúncia originária que constavam apenas 81 denunciados. Das 108 ações penais, quatro pessoas apenas foram condenadas. (PR)

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